quinta-feira, 30 de novembro de 2017

É assim que todos estão vivendo


Olá, pessoal! Boa noite! Sejam bem-vindos a mais esse encontro aqui pelo Paltalk.

Estamos dentro dessa aproximação, dessa investigação, averiguação. Como temos falado com vocês, em diversos outros momentos, aqui, o segredo está nessa prontidão em ouvir, afinal, é essencial você descobrir a verdade sobre si mesmo.

O homem comum vive de uma forma completamente reativa. Suas ações são constituídas de meras reações condicionadas. Afinal, por que isso tudo acontece? Essas reações são como a maquiagem que a mulher coloca para sair à noite, ir a uma festa. Ela fica diante do espelho e ações reativas, todas nascidas do pensamento e dessa programação de ser alguém, é algo como uma maquiagem que você sempre está apresentando para si mesmo e para os outros.

É assim que todos estão vivendo, esse é o modelo comum a todos. Esse falso “eu”, essa “pessoa” que você acredita ser, é apenas uma maquiagem egoísta, estúpida, medíocre, miserável. Você sai pelo mundo com seus desejos e medos, em meio a coisas amigáveis e hostis, agradáveis e desagradáveis, e é isso que você chama “minha vida”. Essa é a vida da “pessoa”.

Então, todas as suas reações, tudo que você faz, sente, fala e pensa é uma mentira! Tudo isso é falso! Não há verdade em você! Quando as “pessoas” vêm a Satsang, a esse encontro, e eu digo para elas que são uma fraude, elas ficam muito irritadas. Quando elas vêm e eu digo que são miseráveis, elas não conseguem ver isso, porque estão viciadas em viver nesse jogo de prazer e dor, de satisfações grosseiras ou mais refinadas. O pêndulo vai para um extremo (solidão, depressão, tristeza), depois volta para o outro lado, e elas terminam achando tudo isso muito normal. Então, tenha paciência em acompanhar isso!

Quando você faz uma ideia acerca da vida como ela é, você está numa autolimitação e todos vivem à sua volta nesse modelo. Então, parece ser a coisa mais natural da vida viver nesse modelo! Tudo isso é profunda inconsciência, total inconsciência, total imersão e identificação na mente egoica, no modelo da falsa identidade. Aquilo que você chama de “vida” é algo enraizado na mentira, nesse falso “eu”.

Seus bisavós viveram assim, seus avós viveram assim (talvez tenha algum deles ainda vivo), seus pais estão vivendo assim ou até morreram assim, e você está vivendo exatamente assim, criando seus filhos assim, vivendo um relacionamento matrimonial, amoroso, íntimo com alguém dessa forma. Eu acho que você, hoje, deveria estar procurando outra sala e não essa aqui, porque hoje o assunto está muito “pesado”. Lamento por vocês terem entrado na sala hoje!

Eu quero dizer que você tem que acordar menino (a), ou você vai morrer como seus avós, nesse estado miserável, sem saber por que nasceu e por que está morrendo. Na hora do nascimento não teve nenhuma ideia por que nasceu e na hora da morte também não vai saber.

A questão é: podemos ir além dessa mentira ou a gente continua assim? O que você me diz, você que está aqui, diante dessa fala?  Essa é a pergunta: é possível descobrir uma ação que não seja nascida do ego, que não seja nascida do medo, do desejo, dessa programação, dessa mentira? Ok, porque se isso é possível, então, é possível viver de uma forma livre da miséria do homem comum, ordinário, dessas “pessoas” com quem você convive todos os dias – a primeira é com você mesmo (a).

Estamos juntos, dá para acompanhar isso? Tem alguém irritado? Bateu o desespero ou algo do tipo? Se sim, é porque é um sinal de que o “despertador” está tocando.

Tudo isso deve ser compreendido de forma clara. Você pode ouvir um “Guru” e ele animá-lo bastante, aliás, hoje em dia nós temos muitos “gurus” que são como animadores de programa de auditório. Eles dizem: “você é a felicidade, você é o Buda, você é a verdade, você é o Cristo, você é Deus! Não existe ego, não existe Guru, não existe ensinamento... Tudo é o que é e é agora”! Então, você fica muito animado, você se sente muito motivado, porque “não existe nada que você precise fazer, tudo já está pronto” – assim eles dizem e isso é muito animador! “Você não precisa abandonar seus medos, o medo que você tem da namorada, da mulher, do marido; você não precisa abandonar a inveja, no sentido da comparação e que provoca o ciúme, o desejo de controlar, possuir e dominar; não precisa soltar suas crenças, opiniões, conclusões religiosas, idealistas, políticas, filosóficas; não existe nenhuma ilusão, nenhum falso ‘eu’... Você é a verdade”!

Então, o que vai acontecer? Você vai continuar ouvindo esse tipo de fala por mais 98 anos. Se você já tem 15 anos, é só você somar “15 + 98”; se você tem 40, é só somar mais 98; se você tem 30, é só somar mais 98. É uma matemática simples! Assim, quando você estiver com 128 anos de idade, você vai ter um conhecimento profundo sobre Neo Advaita, sobre a visão “não dual” da vida. Então, você morre sem saber por que nasceu e por que está morrendo. Todos morrem! É somente uma questão de tempo.


Vamos ficar por aqui! Até o nosso próximo encontro! Namastê!


*Transcrito a partir de uma fala em um encontro online na noite do dia 27 de Outubro de 2017 Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h - Para participar baixe o App Paltalk


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