quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: Você em Sua Real Natureza é Deus!


Olá pessoal, boa noite, sejam bem vindos a mais este encontro. 

Nossa ênfase nesses encontros sempre está neste silêncio. Estamos sempre apontando para aquilo que nós chamamos aqui de um ilimitado espaço.  Viver em seu estado natural e livre do sentido de separação. Estamos convidando você para que seja conscientemente este espaço. Permita que tudo o que está acontecendo ocorra sem a ilusão de alguém orquestrando isso. Precisamos ver claramente que não existe nenhuma entidade individual no comando. Seus próprios pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, são parte do que esta aparecendo neste espaço, assim como todas as suas reações ao que acontece neste momento. Tudo está incluso neste espaço. Existe a ilusão de poder fazer algo ou de não, sendo proativo ou não, e de que podemos ajudar nisso; ajudar esta verdade a se mostrar. A verdade é aquilo que já é, nesse exato instante. Essa consciência é inclusiva, inclui seus próprios pensamentos, reações, atividades e sentimentos, pois estão aparecendo neste ilimitado espaço de consciência.

O segredo é: seja conscientemente este espaço. Não é necessário uma decisão de sua mente ou uma ação do seu corpo. Em qualquer situação ou circunstância, você não pode escapar disso. Se você não se torna negligente quanto à realidade desta Presença impessoal, que é você, e compartilha tudo da mesma forma, ainda ocorrerão sensações, pensamentos, sentimentos e atividades, mas dentro de um diapasão de amor, verdade e compreensão. É dessa forma que se dá essa total liberdade, que é a Consciência desta Presença divina impessoal; é você em seu estado natural.

Em Satsang você se liberta da ideia fixa de saber como as coisas deveriam ser, que, no fundo, é a ilusão do saber e do conhecer. Esta total liberdade se expressa respondendo a este momento sem qualquer ideia acerca dele. Só então é possível uma atividade natural e espontânea, nesta intimidade que é a consciência, inteiramente adaptada a este instante. Fique com o que se apresenta, sem escolhas baseadas no pensamento ou conceitos ideológicos. Tenha uma vida livre desta limitação do tempo, desta ego-consciência, desta mente egóica. Viva sem expectativas psicológicas, sem a pressão destas crenças mentais. Tenha uma inteira entrega e confiança nesta única realidade que move todas as coisas. Esta realidade é este espaço ilimitado, esta consciência nela mesma, a vida nela própria. Esse momento é o habitat natural deste silêncio que é a Verdade ilimitada e não conceitual. Isso não está limitado a dogmas, crenças ou conceitos sobre como as coisas devem ou não acontecer; a conceitos sobre o que é certo e o que é errado. É como quando surge esta pergunta a respeito de quem é o mestre e o que o mestre representa. Mais uma vez, eu digo para você: siga o seu coração nesta questão.

A Verdade é algo sempre presente no coração de todos os seres e coisas. A Verdade sempre se reconhece. Se no momento ocorre uma definição, fruto da maturidade, então pode ocorrer o Despertar, para além da ilusão de separatividade. Se o momento é esse, essa Presença se apresenta e se mostra de uma forma inequívoca. Tudo ocorre sem uma escolha mental e, mais uma vez, não há alguém orquestrando isto, no comando disto. Vocês estão aqui neste instante e  espaço chamado Satsang, porque este é o momento de maturidade. No dia em que a vida e a existência lhe apresentarem alguém em cuja companhia você possa estar feliz, em paz, sem um motivo aparente, um espaço longo se abre e algo começa a acontecer. Não há regras nesta questão de ser guiado para este amor.  É Deus se revelando a você...

Na mente, todos nós somos loucos, dos 7 bilhões do planeta, não escapa um só. O mundo inteiro é louco. Somente quem transcendeu o mundo se percebe como Consciência. É o que acontece com aqueles que estão acordados, despertos, que estão vivendo em sua natureza real. Esta é a proposta deste encontro. Estamos dizendo a você que isto é possível neste instante, agora mesmo. Você nasceu para realizar aquilo que você é. Você em sua natureza é amor, paz, compreensão sabedoria, verdade. Você é Deus. É isso que sou, é isso quem você é. Você se esqueceu disso. Por alguns anos, este que vos fala também não se lembrava disso. Quando o mestre chega, chega como esta Presença  dizendo que você não é quem você acredita ser. Antes deste corpo descer ao túmulo, é necessário que você constate isto por si mesmo. Não adianta ler sobre isto, teorizar, intelectualizar, nem ouvir Ramana, Krishnamurti, Marcos Gualberto, ou outro, lhe falarem sobre isto. É necessário desaparecer nesta Presença, nesta Consciência, neste Ser, neste Guru, nesta Verdade.

Pergunta: Mestre, quando se alcança o samadhi, a mente silencia? Ou o ser ilusório permanece propondo compreensões equivocadas e é apenas ignorado pelo Ser Real Liberto?

Resposta: De onde vem esta pergunta? Quem pergunta isto? Quem é aquele que está preocupado em alcançar o samadhi, em silenciar a mente? Quem é aquele que está preocupado se o ser ilusório permanece propondo conclusões equivocadas? Etc. etc. etc.?
A coisa mais essencial aqui é você constatar quem você é, não o que acontece com aquele que realiza o samadhi, ou com aquele que realiza este ser real, se ele ainda continua ignorando ou não ignorando compreensões equivocadas. Tudo isto é muito teórico, muito intelectual. Vocês passam algum tempo vindo ao Satsang preocupado com estas e outras questões. A verdade ocorre agora, aqui neste silêncio, durante a pausa entre estas palavras, entre as sensações, pensamentos e ações. Ela é sempre a base que sustenta todas as coisas.

Agora mesmo, mais importante que esta fala é este silêncio que está sendo comunicado neste instante. Se você apenas relaxa neste instante, neste ouvir diretamente, sem interpretações e sem a tentativa de tornar isso algo pessoal na mente, se você desiste disso, é possível esta imersão neste estado de Presença que é a pura Consciência, onde não há o dentro e o fora ou onde o dentro e o fora estão aparecendo. A mente é muito preguiçosa e dispersiva. Sua natureza é a superficialidade e a artificialidade.

Acorde desse sonho de ser alguém.

Namastê.


Fala transcrita e corrigida a partir de uma fala via Paltalk no dia 22 de Outubro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h. Participem!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: A Pura Percepção do Mundo é o Fim do Conflito


Olá boa noite, sejam todos bem vindos a mais um encontro, a mais esse momento de Satsang.

Tudo o que a mente conhece é a dualidade. A Natureza da mente é o conflito e o medo, frutos desse sentido de separatividade. Os objetos percebidos como imagens, quadros, lembranças presentes no corpo, oriundos do mundo, são conhecidos pela mente dentro de um sentido de separação.  Na verdade nosso único conhecimento de mundo, de corpo e de mente é a pura percepção.

O conhecimento que você tem do mundo, do corpo e da mente (objetos, imagens, lembranças) parece ser separado de você.  Existe a crença de que você pode alterar alguma coisa. Se existe um pensamento de tristeza, e uma história ligada a este sentimento, a ilusão da mente diz que você pode mudar isto, como se você fosse alguém separado desta experiência, desta história, desta memória. Então a sensação que a mente cria é que aquilo que se apresenta nela mesma, no corpo e no mundo é algo fora dela. Isto basicamente é a dualidade, o sentido de separação e mantém a ideia de que algo pode ser feito, de que existe alguém capaz de mudar isto. Em Satsang você aprende que não existe esta separação e aí o conflito termina. Fica somente o experimentar, sem alguém nesta experiência.

Esta pura percepção do mundo, da mente, do corpo é o fim do conflito, da ilusão de separatividade e do ego, mas não é assim que a mente vê. Durante muito tempo, a mente vem criando esta separação, criando um eu separado dos próprios pensamentos, da própria experiência do corpo e da própria experiência do mundo. Assim, nós não ficamos com esta direta percepção.

O único conhecimento presente na mente, no corpo e no mundo é o conhecimento direto de percepção pura, sem um "alguém" nela.  Há somente percepção. Esse perceber sem alguém é o fim do conflito, do ego. Tudo o que há nesta experiência do corpo, da mente, é este perceber. Então,  não há esta tentativa de mudar nada.    Ficamos com esse perceber, este experimentar direto. Esse perceber sem aquele que percebe, o experimentar sem o experimentador, é algo íntimo com você, ou melhor, é você. Não há duas coisas aí. Na prática, eu diria para você: no momento em que estiver acontecendo uma perturbação, seja ela física, emocional ou pensamento, não se separe desta experiência, permaneça aí, sem essa ilusória separação.

Qualquer tentativa de se separar aumenta a ideia de alguém podendo fazer algo. Por isso nunca nos livramos do medo: porque há alguém presente nesta ilusão, experiência, ou sentimento, alguém que nomeia isto e quer se livrar disto.

Não há duas coisas: a experiência e aquele que experimenta, o perceber e aquele que percebe o experimentar, bem como aquele que está presente neste experimentar. É preciso trazer consciência para este instante, para este momento. Quando há esta consciência, este perceber, que é só o que nós temos presente, isto é meditação. Quando há só o perceber, sem "alguém" percebendo, só o experimentar, sem "alguém" experimentando,  isto é meditação.

Temos que descartar a ideia de alguém querendo se livrar das experiências desagradáveis e conservar as boas. Este movimento de se livrar ou conservar mantém a ideia de alguém presente podendo mudar. O puro perceber, o puro experimentar é o que somos. Aquilo que está presente em toda e qualquer sensação, experiência ou percepção é essa Consciência, e esse perceber; não há nada fora disso. É uma peça única, que engloba tudo. Ela é perfeita. A Consciência engloba todas as peças, todas as sensações, percepções, emoções pensamentos, seres objetos, coisas, lugares, absolutamente tudo.

Esse puro perceber, essa Consciência de ilimitado espaço que nunca é alterado, poderia ser comparado a uma tela com suas projeções. Repare que as imagens projetadas na tela não afetam a tela. Os quadros e imagens estão passando nesta tela que permanece em sua natureza de puro perceber, de puro conhecer, de pura liberdade.  Em cada momento presente em Satsang, nós lhe trazemos para este ponto, que não é um ponto localizado; é este ilimitado espaço que é a Consciência, onde não há um experimentador, onde o sentido de pessoa não tem qualquer importância, onde a história pessoal é somente imagens aparecendo nesta tela intocada. Esta tela é o Ser, a Consciência, esta Presença é a Natureza Divina, é a sua Natureza Real, e a Natureza de Deus.

Essa é a única realidade presente em todas as sensações, em todos os pensamentos, em todas as experiências e histórias, em tudo aquilo que acontece com o corpo e a mente. Esta Presença, esta realidade permanece sempre presente como aquilo que sustenta tudo isso. Não há nela nenhuma emenda, costura ou remendo. É uma colcha única, não como uma colcha de retalho que nossas avós faziam antigamente. A soma de todas as experiências, sensações, pensamentos, de tudo aquilo que se apresenta na mente, não forma esta colcha, não são retalhos nesta colcha, são só aparições nessa colcha única, nesta tela.  Você permanece como esta Consciência, como esta Presença, sem conflito, sem medo, sem ser atingido por aquilo que passa  no corpo e na mente. A grande tentação é acreditar que algo pode ser feito, é acreditar que existe alguém separado daquilo que se apresenta. São apenas memórias, sensações, sentimentos e emoções. Aquilo que se apresenta no corpo e na mente não é você.

Você é esta Presença, é esta Consciência. Está além do não se importar. Não há qualquer preocupação de se importar ou não, porque está além disso; isso seria uma conclusão intelectual. A mente pode ter um desejo de não se importar, mas é só um desejo que logo passa, e logo a mente está se importando novamente.

Esse trabalho do despertar é o definitivo assentar para não se levantar mais. É esta Consciência, esta liberdade de puro ser. Assim, esta Consciência é aquilo que somos. Não há nada fora disso. Se entramos fundo nesse perceber, não fica alguém. Encontramos apenas esta ilimitada e indescritível Consciência, ou seja, ela consigo mesma.  Só há ela,  não há alguém. Não dá para intelectualizar isto.

Pergunta: Quando se alcança a Realização do Ser, o fenômeno sofre alteração na sua manifestação com os outros egos?
 
Resposta:  Quando  há  realização,  não  há  mais a ilusão de outros  egos.   A  Natureza  de todo  o  fenômeno é sofrer alteração, mas o  fenômeno  não  é o problema.  Todo fenômeno faz parte deste ilimitado espaço,  onde não existe mais a ilusão de  outros egos,  nem mesmo de um só.  A verdade não é intelectual.  Ela é o que é.  Não há como termos uma aproximação desta verdade,  que  é  esta  liberação ou realização, pelo intelecto.

Não há duas coisas neste perceber, conhecer ou experimentar. Se formos fundo nesse conhecer, veremos que não há nada para ser encontrado, apenas esta direta constatação desta única realidade presente em toda a manifestação, em toda e qualquer aparição. 

Essa Consciência permeia absolutamente tudo. Essa Consciência é conhecida como Presença, liberdade, felicidade e amor. Ela não é afetada ou alterada. Ela não sofre qualquer alteração quando recebe nomes diferentes. É uma tela não afetada pelas imagens.    



Fala transcrita, revisada e corrigida a partir de um encontro via Paltalk Senses no dia 20 de Outubro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras as 22h - horário de Brasilía



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: Realização é o fim do experimentador


Estamos sempre apontando para aquilo que é básico, apontando para cada um de vocês aquilo que considero fundamental, falando a partir dessa vivência. Uma coisa que ficou muito clara, nesse contato com a Graça de Ramana, foi a importância do silêncio, do falar direto. Se você vai abrir a sua boca para falar a respeito disso, precisa falar diretamente aquilo que você está vivendo, aquilo que tem sido o seu experimentar, aquilo que você está experimentando, aquilo que é real aí. Nossa tendência forte é teorizarmos sobre isso também. Teoria é como descrever a receita de um bolo, isso não alimenta ninguém.

O Amor Divino, essa Graça, é algo experimental. Você está diante dessa única e singular oportunidade de vivenciar diretamente, experimentar diretamente, de realizar diretamente isso.  A Verdade é algo presente nesse instante. Nenhum conceito, nenhuma teoria, nenhuma ideia sobre isso é a Verdade. Realização é o fim do experimentador, onde apenas o experimentar está presente. É o experimentador que repete, que conceitua, que teoriza. É o experimentar que está sempre preso às crenças, sejam elas conscientes ou inconscientes, estejam elas se manifestando de uma forma clara e bastante visível a todos ou não tão clara, para os demais e para si mesmo. Isso está lhe impedindo este experimentar direto da Verdade presente nesse instante.

A mente idealiza uma verdade separada desse instante que possa lhe satisfazer, lhe preencher; uma verdade que possa libertá-lo do que ela julga desnecessário a ela. Todavia, a vida é muito generosa e tudo o que tem se apresentado a sua vida, nesse instante, está dentro do contexto da Verdade presente nesse momento. A não verdade, ou a ilusão, é apenas a leitura que a mente faz desse momento presente, que faz isso fantasiando algo especial, algo que é parte de suas criações, algo que está na imaginação.

O Amor de Deus, a Verdade Divina, revela-se nesse instante, naquilo que se apresenta, quando a mente não resiste, não luta, não julga, não interpreta ou tenta se defender daquilo que é a vida, daquilo que ela é nesse instante. Ouvir isso não faz qualquer sentido para a mente, para essa mente que está à procura de resultados separados desse simples e direto viver, desse simples e direto experimentar, sem o experimentador. A base da mente é colecionar para, com base nessa coleção, se situar e, com uma suposta segurança, agir. Vocês precisam se livrar de todas essas crenças, conscientes e inconscientes, motivos baseados nessa fantasia chamada imaginação, para esse vivenciar direto da Realidade, da Verdade, desse Amor Divino presente agora nesse instante.

Iluminação, para muitos de vocês, é um estado, um mundo todo colorido onde nada desagradável, difícil, complicado e doloroso aparece; isso é pura imaginação.  A verdade da Iluminação, ou Realização, é a liberdade de não se confundir com a mente, com aquilo que ela imagina. Realização, Despertar ou Iluminação é a liberdade do Estado Natural. O que chamo de Estado Natural é ficar com a vida, ficar com o que é, acolher e abraçar aquilo que se apresenta, seja simples ou complicado, alegre ou triste, prazeroso ou doloroso. Esse  Estado Natural é a plena consciência de que tudo o que vem vai embora; que a única Verdade é a Verdade daquilo que está passando, que não há nada permanente. A Verdade é a não confiança, em um experimentador, naquilo que não é permanente. Só então é possível essa suprema felicidade, essa suprema liberdade, essa Consciência de Deus, essa Sabedoria Divina.

Você é imutável em seu Ser. A mutabilidade é a natureza das aparições, enquanto que aquilo que É permanece, tornando possível até essas aparições, e isso se mantém imutável. Imutável é você, porque você é Deus. Como é ouvir isso? O que significa estar diante de uma fala como essa?

 No Brasil, nós fomos abençoados, diante desse trabalho, com essa possibilidade de entrega. Quando nós chegamos aqui na Índia, nós percebemos isso. É uma outra cultura, uma outra língua, com seus costumes, hábitos e práticas próprias, como aí no Brasil,  mas vocês não precisam vir para o sul da Índia, viajar milhares de quilômetros, para trabalhar Isso. Aqui nós estamos cerca de 8 horas de diferença do fuso horário brasileiro. Nesse momento, aqui são 7h07min do dia 30, terça feira, ou seja, aqui é manhã e aí é noite. Estamos brincando muito com isso aqui; nós estamos no futuro e vocês no passado. Então, reparem: vocês têm essa possibilidade de trabalhar Isso, aí no Brasil; de ficarmos juntos todos os meses, em dois, três ou quatro finais de semana. Aproveitem isso, porque vocês só têm esse momento para despertar. Querer isso em seus próprios termos é pedir demais, é exigir demais. Estamos juntos?

 Vamos ficar por aqui, crianças? Tchau. Namastê.
   
Transcrito, revisado e corrigido a partir de uma fala via Paltalk Senses, no dia 29 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h horário de Brasília - Baixe gratuitamente o programa e participem!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: Você está aqui para realizar Deus




A Graça, a Presença, a Verdade, Deus, o Guru, não se esquece de você. É você quem tem que se voltar para Deus, para a Graça, para a Verdade, para o Guru, para si mesmo. Esses instrumentos que nós temos, o Blog, Facebook, Whatsapp, o Paltalk, qualquer coisa que possa lhe ajudar a se voltar para esse espaço é fundamental. Você precisa atrair Deus, atrair essa Graça; atrair aí, nesse mecanismo, um movimento de Presença, de Graça, de entrega, de rendição, de desistência. Todo o sofrimento humano é uma grande bênção. Na verdade, é a única possibilidade que o, assim chamado, "ser humano" tem de descobrir que ele não é um ser humano; ele é algo além disso, além de uma nomeação como essa, uma rotulação como essa; é algo além de crenças atreladas a essa ideia de ser um "ser humano".

Você está aqui para realizar sua Divindade, a Divindade de sua Natureza Verdadeira, sua Natureza Real, seu cerne, no seu coração. Você está aqui para realizar Deus. Assim, sejam gratos e se rendam a única vontade que prevalece sempre. Somente essa única vontade pode literalmente esmagar toda arrogância, toda vida de presunção dessa crença de ser alguém, de ser uma pessoa, de ser um ser humano, de ter uma vontade separada, de estar resolvendo, realizando, fazendo, podendo e escolhendo. Você é Deus.

Deus significa inaudita, indescritível liberdade, felicidade, perfeição. Você não pode realizar isso pelo esforço. Aquilo que já está presente jamais deixa de ser Aquilo que É. Seu esforço é dispensável, como esse "você" que você acredita ser. Essa é uma porta que nunca se fecha, esse é o vento que jamais para de soprar, o espaço que jamais está ocupado com qualquer outra coisa. Enquanto você se mantiver na esperança, no desejo, na expectativa, de qualquer alternativa que a mente tem para lhe propor.... enquanto você permanecer aí, alienado nessa limitação, alienado da verdade sobre si mesmo,  confundindo-se com o corpo, e com as ações e limitações dele, permanecerá nessa crença de ser alguém, sentir-se uma "pessoa". Quando o corpo estiver dormente, é assim que você irá se sentir; quando o corpo estiver doente, é assim que você irá se sentir; quando o corpo estiver com frio, é assim que você vai se sentir; quando o corpo estiver com alguma dor, é assim que você vai se sentir. Enfim, quando a mente estiver ocupada com essa "pessoa", preocupada, em conflito, com medo, você se sentirá assim.

Agora, a pergunta é: Quem é você? Você é o corpo? Você é a mente?

Vocês colocaram outras prioridades, vocês têm muitas coisas para fazer, muitas coisas para realizar. Vocês estão ocupados demais. Vocês não têm tempo para isso. Vocês não têm tempo para essa simplicidade de desistir, para essa simplicidade de ficar quieto, para essa simplicidade do não desejo, da não escolha, da não vontade, da não decisão, da não ocupação com família, projetos, realizações.  São muito importantes e nada disso pode acontecer sem vocês, precisam estar ocupados. Aí está o equívoco. Estou constantemente dizendo isso para você, em Satsang: Você é dispensável. Aliás, você nunca esteve nessa coisa, tudo está acontecendo sem você, ou parece estar acontecendo, e só parece para você. Você não tem o olhar de Deus porque não está quieto, porque está preocupado com ações e não ações, e tudo isso é uma fantasia da mente; é só a mente ocupada lhe impondo uma crença, a crença de ser alguém no poder, o seu poder sobre o seu grande e precioso mundo doentio - uma ilusão.

Até quando vocês irão querer continuar ser alguém? Até quando vocês vão tentar manter as rédeas? Até quando vocês vão continuar acreditando numa decisão separada, numa escolha separada? Até quando vocês vão acreditar no poder do desejo, no poder da determinação? (risos) Deus fica rindo disso tudo. Aliás, Ele brinca com essa coisa toda. Ele não está em desespero e vocês estão. Ele não está vendo nada fora do lugar e vocês estão. Vocês estão querendo reformar, consertar, solucionar e resolver; voltar para um certo lugar alguma coisa que vocês estão vendo fora do lugar (risos). É a forma como Ele brinca. Quando ele brinca de "ser alguém", zomba de si próprio, ri de si próprio.
Nós estamos na Índia nesse momento. Aqui na índia, os antigos Sábios chamavam isso de Maya, uma brincadeira de Deus. A Leela é quando Deus brinca com essa ilusão, enquanto Maya é a ilusão presente nessa Leela.

PARTICIPANTE 1: Deus ama cinema, seja terror, ficção, romance, não importa o gênero.

PARTICIPANTE 2: Está mais para novela.

MARCOS GUALBERTO: Estou propondo algo para vocês, que é a vida que estou vivendo, sem passado, nem futuro. Estou propondo algo para vocês, que é uma vida sem medo, sem a procura do resultado. A qualquer momento pode desaparecer tudo e não vai fazer a menor diferença. Como nunca esteve presente mesmo, quem se importa? Quem está aqui para se importar com isso? E não estou falando de mim, estou falando de você. Quem é você? Quem está aí? Onde está seu passado, se você não estava lá? Onde está o seu futuro, se você, também, não estará lá? Então, quem se importa?
 Desses bilhões de representantes dessa, assim chamada, raça humana nesse planeta, quantos estão olhando para isso? Olhem para vocês. Vocês têm muitas prioridades. Se não deixarem tudo, Isso não irá de realizar. Apenas um em um bilhão realiza Isso. É isso mesmo, deixe-me assustar você. Suas chances são pequenas e diminui, ainda mais, a cada dia. Você já está mais velho e mais maduro para o túmulo. Deixe-me assustar, mais, você. Veja sua saúde, que não é mais "aquela". O corpo está amadurecendo, mas a mente continua se comportando como se tivesse milhões de anos pela frente e, de fato, ela tem, por isso que ela se comporta assim. Mas esse corpo aí? Tem mais uns 3 decênios? Quem sabe? Mais 5 dias ou 2? Ou talvez, vamos diminuir um pouquinho, chegar mais perto, umas 23 horas?

 PARTICIPANTE: Meu Deus, estou passando mal!

 OUTRO PARTICIPANTE: Ui!

 MARCOS GUALBERTO: É bastante trágico, mas é cômico também. Então, vamos rir (risos).

 PARTICIPANTE: O problema é que a gente é imortal.

 MARCOS GUALBERTO: Vai acreditando nisso (risos).

 PARTICIPANTE: Inocente.

 PARTICIPANTE: Achamos que a morte vai demorar.

 MARCOS GUALBERTO: Ok pessoal. Vamos dormir? Boa noite. Namastê.


Transcrito, revisado e corrigido a partir de uma fala via Paltalk Senses no dia 24 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h - Para participar baixe o Paltalk gratuitamente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: Uma oportunidade Única


Estamos falando sempre aqui dessa oportunidade única. A vida é só essa. A verdade é aquilo que se apresenta como a vida nesse momento. É aqui que a Verdade é encontrada. Em Satsang nós falamos com vocês sobre a importância de abraçar esse instante, de abraçar esse momento presente.  A mente está carregada de teorias acerca do que pode conquistar, acerca do que ela tem assegurado, do que ela tem sustentado e daquilo que ela ainda pode conquistar. A mente ainda fala em "minha família, meu corpo, minha mente, meus relacionamentos, minhas realizações, meus sucessos, meus fracassos, meus sonhos, meus desejos". A mente se ocupa sempre com algo ligado a conceitos, a crenças e imagens,  escapando da grandiosidade desse instante; ela não pode abraçar esse momento. Ela abraça, sempre, a ideologia, o conceito, as imagens, os quadros, as ideias. Ela está sempre situada no tempo, nesse tempo mental, psicológico. Ela afirma sua posição de passado, ou de futuro, e mesmo esse presente momento é um portal para seus objetivos.

É importante vocês ficarem em Satsang, momento em que lhes convido a abraçarem esse instante, a ir além da mente. Este instante, este momento, é algo que a mente não pode capturar, que a mente não pode sustentar, que a mente não pode conceituar. Toda experiência vivida, toda ela, baseada na mente, com suas crenças, ideologias, conceitos e pensamentos, é uma vida de medo. Substitui ideologicamente a vida como ela se apresenta nesse instante. Isso explica toda essa frustração, todos esses estados internos mentais que nós experimentamos, pelo resto de nossos dias, enquanto estivermos presos a essa vida ideológica, a essa vida conceitual, a essa vida mental.

Eu lhe convido a ir além da mente. Eu lhe convido a descobrir a beleza, a Graça que é viver este instante; a estar nessa beatitude, na bem-aventurança, nessa felicidade de ser, que é ser aquilo que você já é; a assumir a realidade dessa Presença, dessa realidade Divina. Essa imersão, esse mergulho, com essa Presença nesse instante, com essa Realidade de ser nesse momento, significa a Real Vida, a vida livre do ego, livre dessa ilusão da separatividade, livre do medo. É um convite para ser livre, e ser livre significa viver esse instante, abraçando e acolhendo aquilo que se apresenta, sem o sentido de separatividade, sem o medo implícito na ideia de ser "alguém", esse "alguém" que tem o mundo, ou a vida, como algo do lado de fora para ser conquistado, para ser temido.

Em Satsang eu convido você a abraçar este instante, abraçar este momento presente, sem o sentido de separação, sem a escolha tão comum à mente. Só então você realiza isso, realiza aquilo que já está pronto, que já está presente, e faz-se consciente disso, cônscio de si mesmo, cônscio da verdade que só há Deus. Essa é a única Realidade, essa é a única Verdade. As práticas, todas elas sem exceção, como as práticas espirituais e disciplinas espirituais, ou qualquer coisa que você já tenha feito ou pretende fazer ainda, não podem dar aquilo que você já tem, não podem garantir aquilo que você já É, aí no seu Coração, aí no seu íntimo. A Verdade sobre você próprio, a Verdade sobre si mesmo, não lhe será dada por alguém, por meio de alguma disciplina ou com alguma certa quantidade de estudo. Isso não vem com práticas, rituais ou cerimônias.

Precisam aprender a olhar diretamente para este instante, olhar para esse momento presente, sem as escolhas que a mente está sempre disposta a fazer. É preciso morrer para essa condição mental, é preciso descobrir a Vida Real. A Vida Real está nessa morte, está nesse fim do sentido de alguém presente.

Vocês precisam ter essa disposição de entregarem tudo por isso, de soltarem essa zona de conforto. Deixar esses hábitos, esses padrões, essas ligações. Vocês estão muito ligados a isso, a essa ideia de "meu", como "minhas realizações, meus negócios, minha família, meu isso, meu aquilo, meus compromissos". Vocês acreditam que são insubstituíveis, que a família não vai continuar sem você, os filhos dependem de vocês. Você é muito importante... sem você o mundo para, seus filhos irão morrer, sua mulher também, seus negócios irão à falência. Meu, minha... meus planos, meus sonhos, o meu dinheiro. Jesus dizia que aquele que não pode morrer, não pode nascer. Esse "você" precisa morrer. Aquele que não perder não pode encontrar. É preciso morrer, é preciso perder, é preciso deixar, é preciso soltar e vocês estão muito agarrados a isso tudo. É nisso que está esse sentido de ser alguém, esse sentido de autoimportância egóica. O túmulo está chegando para todos vocês e eu posso lhes garantir que a família vai continuar. Tudo vai continuar sem você e, logo, vão esquecer essa figurinha tão importante que você, toda manhã, levanta e olha no espelho... até as fotos vão ficar esquecidas no fundo do armário e sua memória será esquecida. É preciso Despertar, e isso é agora, não tem esse depois. Seus bens, móveis, imóveis, sucesso, troféus, diplomas guardados ou pendurados na parede, sua conta bancária, seus títulos, tudo isso é lixo não serve para nada.

Ok, pessoal. Vamos ficar por aqui. Namastê!


Transcrito, revisado e corrigido a partir de um Satsang via Paltalk Senses do dia 22 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h. Baixem o Paltalk gratuitamente e participem!

domingo, 19 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: A Sua Natureza Real é a Natureza de Deus




Nesses encontros, nós estamos descobrindo a importância do Silêncio, a importância de permanecemos nessa Presença e de nos livrarmos dessa identificação com a mente. Livrar-se dessa identificação com a mente não requer nenhum esforço, no entanto, requer uma grande disposição de entrega, entrega à Verdade. Nós temos vivido muito tempo nessa prisão, para acreditarmos que isso seja uma prisão. A mente possui trilhões de truques e você se mantém, de uma forma inconsciente e desapercebida, prisioneiro. E assim, nós ficamos, durante toda a nossa vida, presos a esses padrões da mente, a esses truques da mente, a essa proposta da mente. Nela você é sempre pessoal, com a necessidade de ser uma pessoa; é uma identidade que sempre carrega problemas, carrega dificuldades, sempre preocupada com ela própria.

Você se assusta quando falamos, claramente, que você se vê como uma pessoa, porque você se vê no corpo, como se o corpo fosse uma casa e você fosse alguém dentro dessa casa. As crenças religiosas corroboram com isso, quando somos religiosos, se somos educados na religião, condicionados a acreditar nisso, condicionados a crer nisso. E, se não somos religiosos, de qualquer forma, sentimos que somos alguém dentro do corpo e que somos o corpo. Estamos dentro do corpo, em oposição ao mundo do lado de fora. Vivemos dentro, o corpo é o mais próximo e depois temos o mundo. Na mente é sempre o sentido de separatividade. Eu aqui e o mundo lá. "Eu" aqui, dentro do corpo, o próprio corpo, o mundo e Deus acima desse mundo, quando somos religiosos. Sempre há a separação.

É assustador ouvir isso pela primeira vez. Demora muito tempo para você perceber isso de uma forma mais direta, até que fica claro, fora do tempo, fora do pensamento, fora das crenças, que não há separação entre você o mundo, entre o experimentador e a experiência, entre o dentro e o fora, entre a mente e a não mente. A Verdade é paradoxal, ela carrega sempre os dois lados, mas está além dos dois lados. Ela carrega as duas partes, que parecem antagônicas, que se contradizem, aparentemente. Eu chamo isso de conceito dual.

A dualidade também é só um conceito, como o contraste e a oposição são só conceitos, mas na mente nós não conseguimos ver assim. Aqui, o que chamamos de mente é esse movimento de pensamento inconsciente, esse movimento de crenças inconscientes; é esse movimento de comparações, julgamentos, avaliações inconscientes. Mente é inconsciência, mas na mente isso não é visto assim. A mente exige diferenças. Qual a diferença no sentido Natural? A diferença está no sentido de valor, no sentido dual, no sentido de separação, no sentido de tempo. Aqui, nós temos enfatizado a beleza, a Graça, a Verdade. Essa coisa que carrega esse perfume muito sutil, que chamamos de Presença. Nela os opostos não são contrários, nela os contrastes não são contrários, nela o positivo não é oposto ao negativo, nela aquilo que chamamos de dualidade é apenas o movimento natural da existência, da vida. Esse movimento é um movimento Divino e, no Divino, não há separação, não há opostos, não há dualidade. Assim, ficar nessa posição de que você é alguém e o mundo é uma outra coisa, de que você é um e a Verdade é outra coisa, de que você está de um lado e Deus de outro lado, é só uma crença, um conceito, uma imagem, uma imaginação.

A sua Natureza Real é a Natureza de Deus, é a Natureza da Verdade, é a Natureza não dual, onde os opostos se apresentam na forma, na aparência como opostos, mas só parecem ser assim. Estamos juntos?

Sempre estamos dizendo para você, por meio dessas falas, e, também, comunicando pelo Silêncio, que você é Deus. Toda confusão, todo conflito e todo desespero humano estão nessa ideia de que somos humanos. Não existe um só ser humano sobre a Terra, assim como não existem seres, essa multiplicidade na forma. Há somente a vida em sua expressão, uma única vida, uma única Graça, beleza, Verdade, Presença. A mente diferencia, a mente precisa nomear, categorizar, classificar, dividir e explicar, mas o Coração não. Eu  convido você para um mergulho, que é o mergulho na Realidade. Nela você desaparece como "alguém", como uma "pessoa";  desaparece como um "ser humano" que pertence a um grupo, a uma família, que tem uma ocupação profissional, uma forma, um nome, e que nasceu e vai morrer. Então, fica aquilo sem princípio, aquilo que nunca veio.  A forma veio, ou assim parece, parece que veio, mas, como tudo que parece que chegou um dia,  desaparece. Mas há algo que permanece, que não tem mudança... que não vê o chegar nem o partir. Para isso que permanece, só parece que as coisas estão acontecendo, porque nada de fato está acontecendo, nada nunca aconteceu.

Como soa isso para você? Maluco? Doido?

Vamos ficar por aqui. Boa noite. Namastê.


Transcrito, corrigido e revisado a partir de um encontro via Paltalk no dia 19 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h. Baixem o Paltalk Gratuitamente e Participem!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: A verdade é algo presente como a respiração agora acontecendo!



Satsang é um encontro onde nós focamos a realidade e significa “encontro com o que é”.  Mais uma vez nós aqui estamos neste encontro com “o que é”, falando sobre realização ou despertar. 

A palavra em si não importa muito, pois tudo pelo qual estamos interessados aqui, através de conceitos representados pelas palavras que estamos usando, serve para apontar para algo além disso, que é essa liberdade, paz, amor e felicidade inatos.

A recomendação aqui para você é: esqueça todas essas palavras. A coisa mais importante aqui não é a palavra.  Esses conceitos são usados,  apenas, como aquilo que no Zen é chamado “o dedo que aponta para a lua”; se você para no dedo, ou na ponta do dedo, você perde a lua. Assim, esqueça todas essas palavras e descubra o que é ouvir a vida, ouvir aquilo que se mostra, aquilo que se apresenta e que está diante de você.   Comece a ouvir, como você escuta o pássaro cantando; comece a ouvir o que “É”, que se mostra, que se apresenta, assim como você olha para um flor.  Isto é bem mais importante do que palavras, porque nós, aqui, estamos tratando da realidade presente neste instante, portanto é algo que você pode constatar por si mesmo.

Ouça a vida, sinta a vida, olhe a vida, assim como quando você anda e sente o chão debaixo dos pés, porque nesse caminhar você sente diretamente. Ouça o pássaro, olhe a flor, sinta o chão debaixo dos pés, o contato com a realidade, com a verdade presente.  Ocorre algo semelhante a isto, num dia de chuva, quando você sente o corpo sendo tocado pelas gotas de chuva. Há um sentir direto; você não pode teorizar sobre isto, assim como não teoriza sobre a chuva, pois ela cai e a água atinge o seu rosto, molha o seu rosto, suas mãos, seus braços e atinge todo seu corpo, havendo o experimentar direto dessa coisa chamada chuva.

Assim, perceba que estamos falando de algo presente nesse instante, enquanto palavras são conceitos, são imagens, que podem formar quadros sobre qualquer coisa, inclusive sobre isso. No momento em que emitimos sons, estamos colocando palavras, mas isto ainda não é a coisa em si; não é este ouvir o pássaro, olhar a flor, sentir o chão debaixo dos pés, assim como, não é a chuva caindo sobre o seu corpo.

Estamos em Satsang apontando para algo vivencial, algo que está aqui presente, a Verdade sobre sua natureza, única e verdadeira. Nós fazemos uso de palavras, de conceitos, para irmos além desses conceitos e palavras.

Há algo presente além das palavras, porque aqui a boca se abre e parece acontecer o fenômeno da fala. O problema com a mente é que ela se agarra a esses sons, se agarra a essas palavras, fazendo uma leitura, tentando descobrir o significado disso. Entretanto, aquilo que é tratado aqui é algo que a mente não pode agarrar, não pode capturar; é algo que é possível você vivenciar, mas não pode explicar. Não há como descobrir o significado disso, porque a mente não pode alcançar isso, só vai confundir você, logo, é preciso estar livre dessa confusão. Preste atenção ao momento exato, pois você não pode alcançar essa liberdade da confusão, embora seja preciso estar livre da confusão, nesse momento exato em que ocorre. É necessário que você aprenda a ouvir, a ver e a sentir, que aprenda a estar com a coisa, verdadeiramente, e, somente então, a Verdade se apresentará.

Você não pode aprender o que é presente anteriormente, sempre presente, pois somente quando a mente não está - esta mente que colore, traduz, interpreta; que tenta agarrar, encontrando um significado para o uso dela – a Verdade está presente. O problema é que, enquanto você me escuta e eu digo que é necessário estar presente esta liberdade da confusão, imediatamente a mente diz: eu preciso me livrar disso; então, você cria mais uma fórmula e a mente trava imediatamente.  Você precisa, imediatamente, perceber a realidade presente, mas, quando a mente diz “preciso me livrar dessa confusão”, a mente trava imediatamente.

Repare que estamos num ponto bastante delicado aqui: você precisa, de fato, soltar essa confusão, mas não pode fazer isso contando com o futuro. Repare como é sutil essa coisa. A mente adora o futuro, ela cria a ideia do futuro e, quando faz isso,  trava imediatamente todo esse constatar da verdade presente.

Deixarei isso bem claro para você: é preciso saber ouvir sem a mente;  ouvir sem a palavra, sem dar importância ao significado verbal dessas palavras. Há um modo de perceber isso, que é quando o coração está inteiro nessa coisa, onde há uma Presença capaz de fazer perceber isso, além da mente. Somente, então, é possível ocorrer o Satsang, que é essa constatação da verdade presente, sem o futuro ou passado. A verdade está presente neste exato instante.

Tenho uma coisa também para dizer para você: Eu percebo que aqueles que se aproximam desses encontros ficam, por um bom tempo, tentando o impossível, mas eu quero que você não se engane. Essa mensagem, essa fala, essa coisa singular chamada Satsang é algo muito ameaçador, pois aponta para o fim da mente e desse sentido de separação; o fim dessa interpretação e de todas essas classificações. O “ver” precisa ser imediato, o “sentir” precisa ser imediato, o “ouvir” precisa ser imediato, porque a Consciência é algo presente dentro desse imediato. Isso não requer tempo, requer Consciência. É preciso que vocês abracem isso, acolham isso, o fim dessa ilusão do ego, do “mim”, do “eu”, da mente egóica.

Percebam que a mente sempre quer fazer algo, por isso ela precisa do futuro.  Vocês vêm ao Satsang e dizem: eu já fiz isso e aquilo outro; assim levam as suas vidas, fazendo alguma coisa, mas o que ocorre é que esse sentido do “mim”, do “eu”, está sempre tentando fazer algo.  Eu quero convidar vocês para esse instante, neste momento, para que  vivenciem diretamente seu Estado Natural.

A Verdade é algo presente, como a respiração agora acontecendo, como este som chegando até você nesse instante, e isso não tem nada a ver com ensinamentos, com conhecimentos, com experiências condicionadas à identificação com a mente, que está sempre classificando, comparando, julgando, colorindo, interpretando.  Temos falado muito isso, tocando, repetidamente, nesse ponto com você: a Verdade é esse mergulho, essa imersão no desconhecido, naquilo que você já É. Este é o mundo real, o mundo em sua totalidade; esta é a vida real em sua totalidade. A mente não conhece isso, a mente tem medo disso, porque este é o seu fim.

A realidade é essa abertura, clareza e transparência, e isto não tem nada a ver com um “eu pessoal”, com alguém chamado “mim”, nem com a história deste “mim”.   Neste ouvir, sentir ou ver, ocorre algo que não está contaminado pela mente, que interpreta e classifica, dizendo: “gosto ou não gosto, isto é bonito ou é feio”.  Aqui estamos diante desse puro amor incondicional, que é a c de nossa Natureza Divina.

É evidente que, quando usamos essas expressões, parece ser algo que a mente conhece, agarrando esses conceitos e palavras, já que, para a mente, isto se torna uma crença maravilhosa, uma ideologia, alguma coisa que ainda pode usar a serviço dela mesma, mas não é nada disso. Isso requer uma abertura, sensibilidade, vulnerabilidade de ser, um espaço, que é esta Consciência. Fazemos uso de falas, de palavras, mas estamos apontando para o Silêncio. 

Neste do “mim”, neste “eu”, neste ego, nós estamos confiando em mudanças, algo que favoreça esse sentido de identidade separada. Assim, estamos desprezando a dor e abraçando o seu oposto, que é o prazer. Somos contra a guerra e abraçamos o seu oposto, que chamamos de paz; somos contra a raiva e abraçamos o seu oposto, que chamamos de amor; sem uma coisa não teremos a outra. Contudo, tanto uma coisa quanto a outra, para este sentido de identidade, para esse sentido pessoal, ainda é parte da mente.

O que eu quero dizer para você é que a dor, assim como o prazer, vem e vai, que a ira e a raiva, como o amor, vêm e vão, bem como a guerra e a paz; e que aquilo que julgamos, classificamos, interpretamos, ainda é parte da mente.   Há uma verdade além disso tudo, que eu chamo de amor incondicional, liberdade real, paz verdadeira. Estamos falando disso tudo que é presente nesse instante, além desses opostos, além daquilo que pode ser considerado paz e guerra, que está além desse sentido de identidade separada.  Somente nessa imaculada abertura, que é esse espaço  jamais tocado pela ilusão, a Verdade é vista diretamente.

Esse espaço, nós chamamos em Satsang, de Presença, Ser, Consciência, Deus, a Verdade de sua Real Natureza. Isso é algo que está presente agora, aqui, nesse instante, neste ouvir, sentir, neste ver diretamente.

Perguntas? 

Que bom que todos estão em silêncio. Bem, como também já ultrapassou nosso horário, vamos ficar por aqui!




                          Fala transcrita, corrigida e revisada a partir de uma fala do Paltalk no dia 15 de Outubro de 2014.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: A Simplicidade Absoluta, Este é o Milagre!



Este é um momento do encontro com este silêncio. Estamos nesse encontro com aquilo que simplesmente aparece, apenas isso. Estamos diante desse grande e singular milagre, que sempre estivemos buscando. O milagre é o milagre da aparição disso que é tão óbvio.

Apenas há mundo quando existe a pessoa. Se não existe a pessoa, não há sequer alguém para chamá-lo de milagre ou de mundo. O que temos é apenas esta Vida, esta Presença, o Uno, a única realidade, esta única realidade aparecendo como um milhão de coisas, aparecendo como um milhão de aparições. 

A mente está sempre em busca do extraordinário do lado de fora. É só quando a mente entra em colapso que, então, temos verdadeiramente o extraordinário: aquilo que é absolutamente normal, que é simples, real e direto; é quando toda dualidade, todo o sentido de dualidade entra em colapso. O sentido de dualidade é o que nós chamamos de dualismo, é a crença de um eu separado, separado de algo do lado de fora. Este eu que está constantemente buscando algo do lado de fora está sempre nessa busca pelo extraordinário do lado de fora, então o que é que nos resta? Cortar lenha e carregar água. Apenas isso! Cortar lenha e carregar água. 

Cortar lenha e carregar água é estar diante deste silêncio, desta verdade, sem alguém... sem alguém presente nessa constatação. É apenas a constatação na constatação, apenas a Consciência na Consciência, o não dual. Não mais a ideia de um eu dentro do corpo e um mundo fora do corpo. Esta simplicidade real, simplicidade absoluta, a vida direta, natural e simples... este é o milagre. Não mais uma mente tentando ver o que ela nunca poderá ver; não mais uma mente desejando, se projetando, criando dificuldades. Reparem como vocês hoje se posicionam perseguindo algo, buscando alguma coisa, ou tentando se livrar de alguma coisa. Toda essa busca, toda essa procura por espiritualidade, está baseada exatamente nisso.

Na verdade, em seu Ser, em sua Natureza Real, que é esta Consciência, que é este milagre, que é esta Presença, nunca houve nada a temer. O desaparecimento na morte, que é tão temida, é apenas um conceito. A morte também é apenas uma ideia. A ideia de estar no corpo cria a ideia de perder o corpo e ficar sem ele, como se o corpo, o mundo e a própria ideia não fossem apenas pensamentos, conceitos e crenças.

Sua Natureza Verdadeira é essa Vida, que é essa Paz, que não se pode nomear. Não há nome para essa Paz. Aquilo que chamamos de Paz, às vezes chamamos de Silêncio em Satsang, outras vezes chamamos de Consciência, mas não há como nomearmos isso. Esse convite para esses encontros é o convite para a constatação dessa realidade presente que não tem nome: a realidade de Deus, da Verdade. 

A mente tem produzido muitos dramas, está sobrecarregada com o peso que é este ponto de referência chamado eu. Este personagem, este sentido de alguém, que aqui nós chamamos de mente egóica, é o que está produzindo tudo isso. E assim, estamos nessa perseguição, nessa busca, nessa procura constante, enquanto aquilo que já está presente não é visto, não pode ser presenciado, porque a mente está distraída com o fantástico, em seu mundo maravilhoso, presa em seu próprio jogo dual, em seu jogo de separação. O amor está presente agora neste instante, nesta Presença que nunca está ausente. Assim é essa liberdade e essa paz, mas a mente não sabe nada disso, não conhece nada sobre isso; ela vive em seu sonho; ela se diz prática e objetiva, quando, na realidade, está presa em seus dramas. Todos acompanham isso?

Essa barreira entre eu e você é criada pela ideia de que há alguém aí e alguém aqui, e isso é só uma ideia, uma crença; isso cria isolacionismo, o que perpetua essa separatividade, esse sentido de um ser importante, este ser que eu digo ser,  sempre se defendendo, sempre separado. Se eu acho que tenho um problema com vocês, este problema está baseado nesse "mim” que eu acredito ser. Eu sou o único problema para mim mesmo. Este “mim” é um problema para si próprio. Tudo isso é uma projeção mental, uma ideia, uma crença. Assim, se estou em guerra com você, na verdade, estou em guerra comigo mesmo. Este você é apenas parte dessa imagem que tenho aqui de mim mesmo, deste eu. Não há dois, nunca houve dois. Nós temos a aparência de dois, a aparência de cem, mil, aparência de milhões de coisas; isso só aparentemente. A ideia “eu”, “mim”, “pessoa”, tudo simplesmente aparece nessa Presença, sem essa divisão, sem essa separação, naturalmente, sem nenhum problema, sem nenhum sofrimento.

Eu sou um cristão, você é um judeu e o outro é budista, aquele outro não tem religião... É bem assim que acontece: minhas crenças contra as suas; meus sentimentos em oposição aos seus sentimentos; e tudo isso é violência, é conflito, é sofrimento, e isso nunca termina, não há um fim para isso. Essa é a maravilhosa ilusão. Tudo isso está acontecendo na mente... a mente em sua imaginação. Enquanto estiver se identificando com a mente, você estará nessa posição, estará se posicionando no tempo e no espaço, como uma entidade separada e em guerra. A guerra nunca termina, e ela jamais irá terminar. O Ego não tem interesse em terminar com a guerra. A natureza do ego é a guerra, é o conflito, é a separação; e a separatividade é o senso de autoimportância. A mente precisa da guerra. Ela é a guerra! A mente é o conflito, ela não pode viver sem isso.

Eu lhe convido a esse estado, que não é um estado. Eu lhe convido a esta Presença, a esta Consciência, a este silêncio, a esta ausência do "eu", do "ego", do "mim" e do corpo, acontecendo naturalmente. Isto é o Real Amor, a Real Liberdade e a Real Felicidade, quando não há mais nenhuma ideia desse você. Este você caiu fora! Quando este você cai fora, o outro cai fora, então não há mais cristão, judeu, budista, e assim por diante; não há crentes e descrentes. Isto termina com o fim deste eu; a ilusão da individualidade termina. Na verdade, a individualidade é parte dessa ilusão... Isso é só um pensamento. 

Ser humano, ser uma pessoa, ser um indivíduo ou ser alguém, isto é apenas um jogo, o jogo da mente. Quando você vai embora, o mundo vai embora com você. Este mundo dual, este mundo do conflito, este mundo da guerra, este mundo do sofrimento vai embora com você. Só fica o que É, o que nunca deixou de ser, aquilo que sempre esteve aí.

Perceba isso: você não pode "alcançar" essa libertação se você acredita que é uma pessoa nesse espaço, nesse espaço chamado mundo, nesta sala, por exemplo... se você acredita que é uma pessoa nesta sala. Como uma pessoa pode alcançar isso, se é exatamente a ideia de ser uma pessoa que está tornando nublada essa liberação e está falsificando essa coisa toda?

É preciso o colapso de tudo isso, este castelo de cartas no chão! Todas as cartas deitadinhas no chão.

Vamos ficar por aqui? Valeu pelo encontro!  Namastê!


Transcrito e revisado a partir de uma fala do Paltalk,
Encontros todas as segundas, quartas e sextas às 22h. Participem!

sábado, 4 de outubro de 2014

Somente na Presença do Mestre é Possível Olhar para Si Mesmo


Não há separação entre aquilo que é você, o Guru, Deus e a Graça....

O Guru é você mesmo do lado de fora, mas, este você, esta atenção presente em você, se confunde como sendo uma pessoa, separada do Guru, de Deus, do mundo, da Graça...

Esta atenção adquiriu uma "autonomia" ilusória e falsa, porque, mesmo não existindo separada da realidade, se vê separada desta realidade, como uma impressão presente no corpo, que se encontra inconsciente de sua Real Natureza. No Guru esta atenção não está confundida com essa ilusão de uma identidade presente.

A palavra Guru significa: Aquele que afasta as trevas da ilusão da ignorância...

O Guru liberta esta atenção em você, que não está separada Dele mesmo, desta ilusão primordial, que é o ilusório sentido da existência de uma entidade separada da vida, separada do todo, separada desta única realidade.

O Guru é parte do seu sonho. Mas ele é a única parte do seu sonho, que surge para perturbar o seu sono profundo. Ele surge para que esta atenção confundida como sendo uma pessoa, presente em você, possa despertar para a sua real natureza...

Esta explicação é inútil, como qualquer outra explicação, porque ela não tem lógica, não é provida de bom senso, e não acrescenta coisa alguma. Esta explicação apenas motiva você a descobrir o que é ficar quieto e olhar para si mesmo, estando junto da Presença da Graça do Guru, que é o único espaço onde esta autoinvestigação é possível.

Você não pode olhar para si mesmo estando sozinho nisso, entretanto só pode olhar para si mesmo estando sozinho. Isto é paradoxal. Só pode olhar sozinho porque você e o Guru são um só, mas não pode olhar sozinho estando distante da Presença do Guru, que é você mesmo em seu estado natural.

O real trabalho começa quando suas perguntas acabam e você descobre o que é ficar quieto, porque, somente estando quieto, você começa a descobrir o que é olhar para si mesmo. Antes disso, você está confundido com essa tagarelice e com esta farsa da mente - de que ela pode, por meio da sua habilidade, compreender a natureza da realidade. Não é através de perguntas e respostas que você irá descobrir como olhar para si mesmo, pois na pergunta você está olhando para a própria pergunta e, na espera de uma resposta, não fica espaço para olhar para si mesmo.

Para você olhar para si mesmo, é necessário que a Consciência, a Presença, possa começar a se assentar no corpo e, também, que as trevas da inconsciência se dissipem. Porém, enquanto não houver uma chama aí presente, que seja uma luz suficientemente forte para permitir você a olhar. Enquanto aí só existir uma fagulha de atenção, pulsando em ondas de pequenas faíscas, que surgem uma vez ou outra e que são muito valorizadas,  chamadas de insights ou inspiração, você estará envolvido por essas faíscas e será incapaz de olhar para si mesmo.

Por essa razão, Satsang é fundamental. Somente na presença do acordado, na Presença do Guru, diante da Luz de sua Graça, que é uma chama de Presença, na claridade dessa Luz, você pode olhar para si mesmo; somente em sua Presença existe autoinvestigação. Só assim, é possível olhar para si mesmo.

Você precisa descobrir o caminho do não-caminho, o caminho do não-saber, ou de querer saber se há um caminho. O caminho do aprendizado é como os números, que são infinitos; não termina nunca e, por essa razão, não conduz você a autorrealização!

Olhe  para  a  vida daquele que vive identificado com estados mentais: ele, ou ela, chega aos 70, 80, 90 anos de idade, ainda preocupado com problemas, ainda carregando mágoas, ressentimentos, desejos, inveja, ambição, ciúmes. Está é a vida para a qual você nasceu?

Um trabalho real é tudo de que necessitamos para conduzir-nos a verdadeira realização, que é a autorrealização. A autorrealização não é um trabalho nosso, é um trabalho da Graça, do sagrado, do Guru, da vida única que não se separa da Fonte, mas nós, como a Fonte de toda a realidade, precisamos reconhecer este convite e nos rendermos a este chamado!

A verdadeira felicidade só é possível quando não mais existimos como uma entidade separada do todo, quando não mais está presente este "mim", este "eu", dentro do corpo, batalhando dentro de um mundo, em busca de felicidade. A verdadeira felicidade só é possível no claro, direto e verdadeiro reconhecimento desta Única Presença, que é o Guru, que é Deus, que é o Ser, que é você em sua Real Natureza.

Satsang é o caminho mais curto para a autorrealização, porque aqui descobrimos como pararmos, como ficarmos quietos, como desistirmos de darmos continuidade a essa ilusão de ser "alguém" e, no silêncio, o reconhecimento de nossa Real Natureza nos olhos daquele que realizou Deus, na Presença daquele em que Deus se manifestou na forma.


Jaya Guru Deve meu amado Mestre Marcos Gualberto,

Tom de Aquino

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