sexta-feira, 28 de março de 2014

Paltalk Satsang - Ser Deus é possível, reconhecer Deus não!





A pergunta é essa para você: - Que esforço você anda fazendo para abarrotar-se de conflitos, dificuldades, adversidades e problemas? Você foi condicionado, programado a confiar no pensamento, essa confiança no pensamento lhe termina estabelecendo nessa área, nessa dimensão, nesse espaço do tempo, nesse espaço da história, nesse espaço do conhecimento, nesse espaço da experiência.

Eu não falo da experiência desse instante, eu falo dessa experiência na qual uma entidade se posiciona, o sentido de um agente, de um autor, de um controlador, a vida ela é essa experiência única desse instante, e nesse instante não tem você, você é só uma ideia, a vida é essa expressão impessoal dessa Divina Presença, dessa Graça, aqui você é convidado a soltar essa confiança, a confiança no eu, a confiança nesse alguém, a confiança nessa história, a confiança nesse espaço, este conteúdo de memória fica assim a serviço dessa identidade.

A vida em sua beleza é somente a experiência, sem alguém dentro dessa experiência. Abandone este hábito, o hábito da pessoa, a pessoa tem a história, a Consciência tem a Presença, a pessoa tem o conhecimento, a Consciência tem o desconhecido, a pessoa tem a limitação, a Consciência é essa "não limitação de Presença".

Agora mesmo os pensamentos não tem um autor, eles acontecem para ninguém, a ideia que temos é de que nós estamos nessa coisa, mas, na verdade, pensamentos são incontroláveis, são incontroláveis porque não tem alguém que possa controlá-los, que possa determiná-los, assim são os sentimentos, as emoções, as sensações, assim são as experiências. Tudo isso é aquilo que eu chamo de experiência única, algo sem causa e sem uma razão. A ideia de ação e reação, causa e efeito dentro dessa experiência é só para uma suposta identidade e isso não é real.

Na suposta identidade tudo só parece ser, como ela parece ser, então nela é possível presenciar os sinais de ação e reação, de causa e efeito, escolha, determinação, mas tudo isto está enquadrado dentro dessa limitação, que é este parecer, algo possível apenas na mente e no modo como ela apresenta sua proposta, sua história, sua limitação. Acompanham até aqui isso?

Mas essa aparição é somente uma aparição, quando você se reconhece, e aqui este se reconhecer é Ser, é Ser o incognoscível, e este Ser incognoscível está além deste se reconhecer, este incognoscível é aquilo que reconhece e conhece tudo. Parece que ficou mais confuso agora: Estamos dizendo que você não pode ser conhecido nem por si mesmo, mas que você é aquilo que conhece. Você é aquilo que conhece e aquilo que tudo reconhece. Você é aquilo que tudo conhece e que reconhece a si próprio, mas está além desse reconhecimento, pois permanecerá sempre como esta Presença incognoscível.

Ser permanece sempre Graça, Graça sempre é mistério. Em outras palavras Ser Deus é possível, reconhecer Deus não. Tudo aquilo que pode ser reconhecido está limitado, e não há limitação em sua Natureza Real, essa natureza incognoscível, essa natureza indescritível, essa natureza que é o mistério, que é a Graça, que é essa Presença, então você assume isso ou identificado com a mente fica dentro dessa limitação, da limitação desse campo, desse espaço, que é o espaço do conhecimento, da memória, da história, isso sempre ligado a ideia “pessoa”, “eu”, “mim”, enquanto você permanecer como alguém, você permanece apenas como uma ideia, como uma crença, como uma imaginação de separação.

E esse é o campo do pensamento, é o espaço do pensamento, é o espaço da experiência, definitivamente você não é nenhuma crença, qualquer pensamento, qualquer ideia que você tenha de si mesmo. Definitivamente você não está no tempo, o pensamento está no tempo, o conhecimento está no tempo, a experiência está no tempo, a memória está no tempo, aquilo que pode ser reconhecido e conhecido está no tempo, enquanto você é aquilo que conhece, enquanto você é aquilo que presencia o que aparece, enquanto aparece está no tempo, o que aparece está se movendo, aquilo que não aparece, aquilo que presencia não pode ser conhecido, não pode ser presenciado, não pode ser reconhecido, não pode estar limitado, não faz parte do tempo.

Estamos sempre apontando para isso, ou para aquilo, ou essa coisa, estamos juntos?

Isso significa deixar a vida ser o que ela é, não se intrometer nisso, e não ser desaforado, não ser intrujão. Se você não assume a pessoa, não há o que se perder dentro da história, não há por que sofrer na história, não há por que se limitar dentro da história, por que você está fora da história, você está em sua Real Natureza, que é Consciência, que é incognoscível, que é Presença, que é Graça, que é o mistério, que é a própria vida.

Nós fazemos uso da fala nesses encontros e você presencia a fala, então a fala é parte daquilo que pode ser presenciado, há algo que presencia isso, esse algo então está além da fala, então toda e qualquer fala, perguntas e respostas, discussões, assuntos tratados, temas nada disso é a coisa, tudo isso está dentro dessa limitação, então nenhuma resposta é a real resposta, nenhuma fala é a real fala, não importa quem é aquele ou aquela que está acordado, acordada, compartilhando isso, não é a fala que está fazendo o trabalho, é essa Presença, é essa Graça, é esse mistério, assim essa sintonia que temos aqui juntos, no coração, assentados em silêncio, nessa Presença, nesse Ilimitado espaço que é a consciência, que é Ser, que é Graça, que é a coisa importante.

Assim seja bem-vindos ao Satsang, ao mistério da Graça, a Presença do mistério, a essa “Consciência Graça”.

Bem, vamos ficar por aqui.

Transcrito a partir de uma fala em Satsang via Paltalk Senses no dia 28 de Março de 2014
Encontros as segundas, quartas e sextas feiras às 22 horas. Participem! 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Paltalk Satsang - Abandone Completamente a Ideia de uma Identidade Presente






Por onde nós começamos? 

Vamos colocar alguma coisa aqui para você. Inicialmente, para clarear aqui para você, aquilo que que eu percebo que é essencial ser compreendido, primeiro é, como definimos a maneira como nós usamos essa expressão; o que significa essa Consciência, ela é sinônimo de que? 

Essa Consciência é a base de tudo, é aquilo que está ciente, que está cônscio de tudo, o que aparece, está consciente, cônscio de toda a experiência, a mente ela aparece como esta experiência, é nela que nós temos todas as aparições, essa expressão "Nada", "Paciência" ou "Impaciência", "livre arbítrio", (temas dos quais foram sugeridos no início do encontro pelos participantes), qualquer uma, qualquer expressão está pesada, de um significado que o pensamento traz, tudo isso ainda é parte da mente, tudo isso ainda é parte dessa aparição, para nós o que de fato importa reconhecermos é aquilo que sustenta essas aparições, aquilo no qual essas aparições aparecem e depois desaparecem. Tudo o mais são apenas conceitos, o nada é um conceito, impaciência, livre arbítrio, determinismo, estamos sempre falando de conceitos, tudo aquilo que pode ser definido pela mente é parte dela mesma, está dentro dela, assim expressões como: sentimentos, emoções, sensações, pensamentos, são apenas aparições, como parte da mente, algo que vem e vai. Algo que está sempre mudando, enquanto a Consciência é essa presença que permanece imutável, essa Presença é a sua Real Natureza, é aquilo que você é.

Aquilo que presencia não pode ser presenciado, aquilo que percebe não pode ser percebido, aquilo que é percebido, sentimentos, pensamentos, emoções, sensações, são essas aparições. Não há alguém nisso. Estamos voltando ao básico, o básico é "não há alguém nessas aparições, são só aparições, não há alguém nessas experiências, são só experiências."

PERGUNTA: A vida por si mesma seria um processo que quer nos levar a nós mesmos?
 
RESPOSTA: A questão é o que entendemos por vida, quando você diz a vida por si mesma, o que você quer dizer com a vida por si mesma? A vida nela mesma? Eu tenho para mim que a vida nela mesma não é um processo, a vida nela mesma é o todo, é essa Ilimitada Consciência, já é esta ilimitada e indescritível Presença, essa Presença é aquilo que presencia, e aquilo que é presenciado na mente está dentro de um processo, você em sua Natureza Real é algo acabado, não há nenhum processo, não há nenhum movimento, evolução, mudança. 

Aqui, significa dentro de Satsang, nós temos a oportunidade de compreender essa não limitação, este estado natural, aquilo que já está acabado. A simples e direta desidentificação com a mente é essa Consciência. É o estado natural. É o estado de não-corpo, não-mente, não-mundo, não-sensações, não-sentimentos, não-emoções, não-pensamentos, pensamentos, emoções, sensações, mundo, corpo, mente, qualquer experiência, qualquer aparição é algo sem nenhum identidade em seu estado natural, que é Consciência. que é aquilo que percebe. 

PERGUNTA: Quanto menos eu investir em um fazer, mais disponibilidade para que este estado natural se mostre?

RESPOSTA: Aqui a questão não é em; não investir em fazer; ou investir em não fazer alguma coisa nessa direção, aqui a questão está em se desidentificar da mente, e se desidentificar da ideia "eu sou o autor ou tudo está acontecendo para mim", isto não é real, não importa o que esteja acontecendo ou não acontecendo, a ideia de um "eu" investindo nisso ou não investindo nisso, é só uma crença. 

A vida ela é o que acontece, ela é o que acontece como essa experiência nesse instante, ações, palavras, pensamentos, sensações, emoções, o que quer que esteja acontecendo, está acontecendo na vida, mas na vida não há alguém, a ideia de alguém na experiência na ação, no pensamento, na sensação, no sentimento, na emoção, isto é algo que apenas fortalece o sentido de uma entidade, o sentido de um eu, se você quer mais disponibilidade para o seu estado natural, abandone completamente a ideia de uma identidade presente naquilo que acontece ou naquilo que não acontece, abandone a imaginação, abandone a autoconfiança, abandone a ideia de ser alguém, abandone a autoimportância, abandone toda as crenças, deixe todos os pensamentos sem uma identidade por trás deles, sensações, emoções, experiência sem uma identidade por de trás delas, "experimente isso" e você logo vai descobrir que não é nada simples ou melhor é simples, mas não é nada fácil. 

A mente está sempre em busca de novas confirmações de sua identidade, ela vive em busca de experimentar, de sentir, de vivenciar, de ser, ela está sempre chamando a atenção, ela está sempre em busca de um resultado, ela está sempre ocupada com uma proposta, direta e pessoal, a vida é impessoal demais para ela. 

O fato é que você não tem qualquer importância, você é simplesmente essa Ilimitada Consciência em sua natureza real, e isso é impessoalidade, não há alguém nisso, não há alguém aí responsável por pensamentos, ou sensações, eles estão acontecendo ao corpo, a este mecanismo corpo-mente, emoções, sensações, pensamentos, experiências, mas esse corpo-mente aí, não é mais importante que todos os corpos que você encontra, não existe essa sua vida, só existe a vida nela mesma, acontecendo não para você, acontecendo nela própria como Consciência, nesse sentido você é a vida, mas não é alguém, não é uma pessoa, essa pequena história que acontece a este mecanismo, é uma história sem dono.
 
PERGUNTA: É possível um caminho progressivo de desidentificações, de condicionamentos que em algum momento culmina na possibilidade da visão daquilo que é a mente em sua totalidade (desidentificação da mente), ou qualquer caminho acabaria sendo necessariamente ilusório?

RESPOSTA: Todo e qualquer movimento é ainda um movimento na mente, toda e qualquer evolução, progresso é ainda algo dentro da mente, você pode conhecer profundamente a mente, mas você ainda continua dentro do circulo da mente, do circuito da mente, você pode trabalhar, quando eu digo "você" eu me refiro a mente, a mente pode trabalhar muito bem nisso, estamos falando do seu estado natural, daquilo que é essa Consciência, ela está fora da mente, qualquer progresso, evolução, crescimento, ampliação é algo dentro da mente, há um trabalho acontecendo, mas é um trabalho nesse mecanismo, e é um trabalho direto dessa Consciência, dessa Presença, dessa Graça, não é um trabalho da mente.

Qualquer trabalho que a mente realize ainda está dentro dela, despertar é uma ação da Graça, dessa Presença, para esse mecanismo corpo-mente, isso significa Consciência, Presença, Ser. Não há nenhum caminho para a não-mente na mente, não há nenhum caminho para a Consciência na mente.

PERGUNTA: O "Eu Sou" também seria mente?

RESPOSTA: Como ideia, como expressão, como pensamento sim, sem ideia, sem a expressão, sem o pensamento, esse "Eu sou" sem qualquer conceito, a respeito disso, é algo fora da mente. Esse "Eu sou", sem a ideia eu sou, fala dessa Ilimitada Consciência fora de todo conceito a respeito disso, fala daquilo que percebe todas as aparições e desaparições, aquilo que percebe pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, a mente, o mundo e tudo o mais, tudo o que pode ser percebido por aquilo que percebe, por aquilo que não pode ser percebido, que jamais pode ser enquadrado dentro de um conceito, inclusive este "Eu sou", é apenas também mais um conceito, a gente solta todos os conceitos, todas as crenças, todos os pensamentos, todas as ideias, com aquilo que percebe e aí já entra a resposta para essa outra pergunta: (Então, onde buscar um caminho, ou não há caminho algum?) Aqui está a resposta; o único caminho não é um caminho, o único caminho é a desidentificação com todas as aparições, do que é percebido, experimentado, vivenciado e você permanece nesse ilimitado espaço, nessa não conceitual consciência.

PERGUNTA: Tenho tentado fazer isso, mas me percebo ainda no exercício mental ao tentar me desidentificar.

RESPOSTA: A questão aqui é que você não pode se desidentificar, porque você é essa identificação, acabamos de colocar isso agora pouco, é um trabalho dessa Presença, a disponibilidade, essa sensibilidade, essa abertura, essa entrega, essa coisa de colocar o coração inteiramente nisso torna isso possível, a intervenção dessa Presença, dessa Graça, é a única coisa que pode nos impedir de cair na armadilha da mente, de acreditar que alguma coisa nós temos condições de fazer, que nós podemos fazer, essa desidentificação é um trabalho dessa Ilimitada Consciência que é Presença. que é Graça, isso é algo muito simples nessa entrega. Mas essa entrega não é fácil.

PERGUNTA: "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida" do Cristo?

RESPOSTA: Perfeito, reparem que ele coloca o caminho, verdade, vida como sinônimos desse "Eu sou", esse "Eu sou" é essa Consciência é essa Ilimitada e Indescritível Presença que é o Ser, que é a graça, que é Deus, o único caminho,  Isso é o Cristo, isto é o Eu sou, isto é sua natureza real, solte o sentido de uma identidade presente, o sentido de uma identidade separada, o sentido de uma identidade localizado no corpo, na mente, o sentido de alguém nisso é o "Eu sou", isto é a verdade isto é a vida, isto é você em sua natureza real, agora pensar sobre isso, crer nisso, ideias e imagens sobre isso não é a coisa, a coisa está além da mente.

PERGUNTA: Sinto muitos condicionamentos cada vez mais desabarem em minha vida e eu cada vez me sinto mais confiante em não ter respostas, em não saber nada, mas de um modo sensível, inteligente. Isso me faz ter a impressão de me aproximar deste tal estado natural que você fala... 

RESPOSTA: Isso é bastante curioso, uma armadilha criança, "você" se sente cada vez mais confiante em não ter respostas, em não saber nada, em se aproximar desse estado natural que você fala. Venha ao Satsang urgente, seu caso é grave. 

Bem, por hoje, vamos ficando por aqui. Obrigado a todos pela presença! Namastê!



 Fala transcrita de um encontro via Paltalk Senses no dia 26 de Março de 2014
Encontros online todas as segundas, quartas e sextas às 22h. Participem!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Você não tem história e nunca viveu uma experiência se quer!




Aquele que acredita viver experiências, está de fato acumulando impressões, registros, memórias, histórias, que tem por objetivo, reforçar uma identidade, provar a existência de um "eu", de uma entidade separada.

Mas tudo aquilo que pode ser acumulado nesse sentido, se torna lixo, entulho, a visão do ser fica tolhida por uma espessa camada de impressões de experiências. 

Você se tornar pesado, muito pesado, rígido, com muitas certezas, você agora sabe muitas coisas, porque caiu muitas vezes, sofreu muito as consequências de escolhas erradas, que acredita ter feito, mas agora, agora você sabe. Sabe, e no entanto, se encontra infeliz com toda essa sua sabedoria, com toda esta experiência de vida acumulada.

Tudo isto é uma grande farsa muito bem disfarçada, a visão do sábio como sendo ele um homem muito experiente é uma fraude criada pela mente, para valorizar aquilo que a reforça, aquilo que afirma a sua soberania sobre o ser, e por essa razão, tuas experiências são tão importantes, viver e aprender é um lema inquestionável na mente e para a mente.

É raro quando ocorre o despertar, o despertar que revela a estupidez do que é acumular experiências, a ilusão do saber, a mentira que é o pensar sobre a vida, a crença numa evolução existencial, psicológica ou espiritual, a esquizofrenia própria de se considerar alguém importante e necessário para a existência...

Quem acumula experiências está morto, engessado, age com base em impressões do passado, está cheio de medo de se machucar, de sofrer, e precisa caminhar sobre ovos, para evitar a dor. Aquele que busca evitar a dor, está evitando a vida, aquele que persegue o prazer, está deixando para trás a vida.

Você nunca viveu uma experiência se quer, tudo apenas aconteceu e aconteceu sem você, você nunca estava lá, apenas a mente ao registrar fenômenos momentâneos, registrou também as reações e impressões do corpo diante de tais fenômenos, e disse que isto estava acontecendo para você, que isto te pertencia, e este você, crendo nessa mentira, criou uma história pessoal a partir disso.

É pura pretensão acreditar que a vida acontece para você, assim ou assado, que tudo está dando certo ou errado, a vida não acontece, a vida está além do acontecer, tudo que acontece, apenas parece acontecer, e mesmo este parecer, é um acontecimento da vida para a vida, não para você, a vida não tem conhecimento da existência de um você.

Deixe de valorizar suas histórias, suas experiências, sua vivências, suas crenças, suas conclusões, suas certezas, enquanto houver algo seu, a mentira estará aí, você não possui nada, continua completamente vazio, tal como chegou, mas está disfarçando isto, está tentando se enganar quanto a isto, está vestindo papéis para tentar se preencher, de pai, mãe, marido, esposa, namorado, filho, aluno, professor, profissional, especialista, etc... Na verdade você não existe nem para se auto-enganar, é a mente que está criando esta mentira toda na qual você passa a acreditar existir, como um entidade separada do todo, e a acreditar em todas essas histórias que parece contar para si mesmo.

É neste vazio que está a paz, a paz que não pode ser abalada por nada; o amor, que não depende de ninguém, porque no vazio não há ninguém; a alegria sem motivos, o vazio não lhe dá motivos; a verdade que não pode ser descrita, porque o vazio não pode ser descrito, mesmo a palavra vazio é vazia de significado, poderíamos chamá-la de plenitude, de Deus, de qualquer outro nome, porque estamos apontado para aquilo que não tem nome, não tem forma, não tem explicação. Este vazio não pode ser uma experiência, ele é a ausência de todas experiência, não pode ser alcançado por alguém, ele é ausência de alguém, e você não precisa chegar até a ele, por duas razões, primeiro porque não há alguém para chegar até ele, e segundo porque você nunca deixou de ser/estar nele.

O fato é que se você não for esvaziado deste entulho todo no qual você se situou e construiu sua história, sua personalidade, sua individualidade, você irá dentro de um padrão, continuar a acumular mais entulhos, e jamais poderá perceber que o vazio é plenitude, e que a plenitude já está aqui e agora, como a única realidade imutável, alguns chamaram isto de sagrado, por isso insistimos, venha ao Satsang, o Satsang não pode lhe dar nada, qualquer coisa que possa lhe ser dado, se transformará em mais um lixo para o seu entulho, Satsang pode lhe ajudar a jogar fora todo o seu lixo acumulado por anos, indo até a raiz da questão, que é levá-lo a perceber que este "eu" que acreditou acumular qualquer coisa, é uma farsa que existe para "você" mas que não é real.

Seja bem-vindo ao deserto da realidade! Como diria o Morpheus ao Neo no filme Matrix 

"Gratidão eterna ao meu Mestre Marcos Gualberto que me tirou do sono, no qual eu nunca existi".
Tom de Aquino

terça-feira, 25 de março de 2014

Paltalk Satsang - Você É Simplesmente o Todo, É Simplesmente Deus!





Uma coisa que eu acho importante vocês nunca esquecerem, é que este "contato" está além do corpo, está além da forma, porque o seu contato aqui não é um contato com uma pessoa, não há pessoas nessa sala, como não existe contato entre pessoas, aquilo que nós chamamos de contato entre pessoas é uma ilusão, aquilo que a gente conhece, essa assim chamada relação na mente, entre essas assim chamada pessoas, o que temos são conflitos. 

Contato, relação entre pessoas na realidade da mente, sempre o que temos são conflitos, sempre conflitos, e este contato com este trabalho, nesse trabalho, não é o contato com uma pessoa, eu não me vejo como uma pessoa, e é um equívoco muito grande, da sua parte, você esperar nesse "contato", um contato entre pessoas, contato entre pessoas são colisões, relação entre pessoas são colisões, tudo o que o ego conhece é uma relação em colisão. 

A mente vive em conflito internamente e externamente em suas relações, e o "contato" com a Presença, com a Graça, que é o que nós temos nesse trabalho, em Satsang, não é um contato, a nível de contato, a nível de colisão, a nível de conflito, a nível de relação, relação pressupõe dois, aqui nós temos uma Única Presença, uma Única Consciência, então esse "contato" que temos aqui, é um "contato" no coração, é um contato a nível não mental. 

Um nível completamente novo, desconhecido, a nível de não-separação de não-separatividade, onde o trabalho se torna possível, o trabalho todo ele, é interno, a nível de consciência, a nível de não-mente, a nível de não-separação.

A sua aproximação com este trabalho precisa ser uma aproximação de entrega, entrega é algo maior do que confiança, significa uma disposição de abraçar o desconhecido, de estar aberto, sensível, receptivo àquilo que está fora da mente, tentar entender esse trabalho é perder o trabalho, tentar entender esse trabalho é procurar uma fórmula confortável para que você possa se situar, para você poder confiar, alguns dias atrás, eu ouvi alguém dizer dentro do Satsang, sou muito novo nisso, eu preciso compreender melhor para saber aonde estou pisando, é exatamente assim que não se faz, você não pode compreender isso melhor, não há como compreender isso melhor, se você compreender isso melhor e agora tiver a certeza de onde está pisando, na verdade você está completamente perdido, completamente fora do trabalho. 

Esse despertar é o despertar dessa Ilimitada e desconhecida Presença e isto está fora do conhecido, está fora do que é prático, razoável, plausível, reconhecível, inteligível, explicável, é a visão dessa realidade última, é a visão do absoluto. É a visão da Consciência na Consciência. Esse é despertar da sabedoria é o despertar da liberação, é o despertar da real paz, da real liberdade, da real felicidade, do não-mundo, não-corpo, não-mente, no qual o mundo, o corpo e a mente estão aparecendo.

Você realiza o seu estado natural, você realiza essa sabedoria inata, você realiza essa liberdade inata, essa paz inata, a bíblia chama essa paz, da paz que ultrapassa toda compreensão humana, um dia Cristo disse, essa é a paz que o mundo não pode nos dar, e que o mundo não pode tirar de vocês. É evidente que algo assim não pode estar aprendido ou compreendido dentro do contexto daquilo que a mente conhece, não é algo que possa ser explicado pela mente. Estamos falando de algo completamente desconhecido para a mente.

Pergunta: O suposto "eu" parece um motor perpétuo, sempre ligado e pronto a cada micro segundo para escolher gosto, não gosto, quero, não quero, me atrai, me repele, é bom, é ruim, parece um zumbido no fundo da mente sempre rotulando, classificando, julgando a vida, julgando o que é ... Como desliga este moto?

Resposta: Escute isso, primeiro nós acreditamos nessa possibilidade de desligar o motor, ou desesperamos depois de boas tentativas, e de diversos recursos que nos deram, para tentar isso, por não dar certo, por não ter dado certo, desesperamos porque na verdade não vai funcionar assim, a natureza da mente, quando por trás desse movimento dela há uma identidade, a natureza da mente é continuar esse movimento, qualquer intenção, qualquer vontade, qualquer desejo por mais forte que seja, não vai interromper isso, quanto maior o esforço nessa direção,  mais a mente se mostra resoluta em continuar seu próprio movimento habitual. 

Aqui a única coisa, é a única que funciona, é ter essa paciência de observar esse movimento, e quando perceber que há uma identidade por trás desse movimento, não valorizar essa identidade, você deixa a mente fazendo a tarefa dela, mas não coloca uma identidade nisso, isso é um trabalho paciente, um real trabalho, eu chamo esse trabalho, um trabalho da Graça, uma vez que você tenha essa disposição, essa vulnerabilidade, essa sensibilidade, essa entrega a Presença, a Graça, você consegue realizar esse trabalho, porque não é você, é a Graça, lhe mostrando, lhe apontando onde é que essa identidade aparece dentro desse movimento, e nesse exato instante, lhe vem essa presença, essa Graça, de soltar esta identidade, isto é muito, muito, muito rápido, isso lhe captura com muita rapidez, por isso, você precisa ter paciência, de olhar, isso agora, no momento seguinte, no outro, e logo no outro, e logo no outro, no outro e no outro, momento a momento, Presença, Consciência, eu chamaria isso, essa disposição, essa sensibilidade e essa entrega, eu chamaria isso de AMOR A VERDADE, isso é a base real da meditação, esse movimento da mente, esse motor perpétuo, esse zumbido no fundo, em suas palavras aqui, está sempre rotulando, julgando, etc e tal, isto é algo muito mecânico, muito inconsciente, muito rápido e de grande habilidade, é a natureza da mente, isto já está aí a milênios, você está começando a olhar para isso, quando você se aproxima de Satsang, você está começando a descobrir a arte da Presença, da Consciência, de Ser, essa é a arte da liberação, é a arte da felicidade, é a arte de Ser Deus. 

A  mente está aí a milênios nesse mecanismo a apenas três, ou quatro, cinco ou seis decênios, então compreendam que é simples mas não é fácil, eu nunca consegui dizer que é fácil, também nunca consegui dizer que não é simples, porque é muito simples, mas também não é fácil, você tem que dedicar a sua vida a isso, sua vida, talvez tenha mais dois, três decênios ou cinco no máximo, se você olhar bem, isto é muito pouco tempo para realizar isso, todos vocês nessa sala tem muito pouco tempo para realizar isso, e para agravar a situação, vocês são muito distraídos.

Quando chega dia de Satsang cada um vai para o lado, um vai ficar com a filha, outro vai ficar com o marido, vai fazer uma viagem e aí, você tem a oportunidade de estar num Satsang presencial, diante dessa energia, diante dessa presença e vai se ocupar de outras coisas, vocês acreditam que tem famílias, que vocês tem mulher, ou mulheres, ou maridos, vocês acreditam que tem outras coisas para fazer, acreditam que tem que casar que tem que ter filhos ainda, vocês só tem uma coisa para realizar aqui, nesses poucos dias que lhe restam, a única coisa que você tem para realizar aqui é Deus, sua Natureza Real, essa sede, essa busca por experiências, essa sede, essa busca por sensações, por aquisições, por realizações, isso não tem nada a ver com você, tem a ver com a mente, a mente está em busca disso, você nasceu para realizar a si mesmo, você nasceu para realizar aquilo que você é. Você nasceu para realizar essa liberação, para não continuar essa confusão, essa miséria, nessa assim chamada vida de realizações.

Você está aqui para se reconhecer, e ver a beleza que é a vida, nela tudo isso aparece e desaparece, assim ver a bela que é a vida, na mente você se confunde com essas aparições, todas elas, realizações, famílias, negócios, enfim, tudo o que a mente possa imaginar, sua realização, é a realização daquilo que você é, está além da imaginação, enquanto que a mente pode imaginar infinitamente, na mente você pode viver identificado, com coisas, pessoas, lugares, situações, objetos, realizações, de uma forma infinita, o sonho continua. Você está aqui para realizar o fim desse sonho, de uma identidade dentro desse sonho, na mente você está dormindo, na mente você está embolado com esse motor perpétuo sempre ligado, esse motor que está sempre nessa posição ou naquela outra, fazendo esse zumbido de fundo, sempre rotulando, julgando, classificando, dizendo quero, não quero, isso me atrai, isto é bom, isto é ruim, e isso é miséria, estou aqui para lhe dizer que você é silencio, que você é paz, é liberdade, é amor, você é Deus. 

Em você tudo pode aparecer e desaparecer, negócios, família, filhos, tudo, mas nada mais lhe causa essa impressão, lhe mantém dentro dessa história como alguém. Essa é a beleza da verdade, você tem diante de você a oportunidade de realizar aquilo que você é em Satsang, esse é o meu convite a você. Realize a sua Natureza Real, seja livre, seja o que você nasceu para Ser... O que Você nasceu para ser é o seu destino, não é o que você nasceu para realizar, você não é alguém, você não é uma pessoa, você é simplesmente o Todo, é simplesmente Deus. Além de toda limitação, toda definição, além de todos os conceitos, além de toda prazer e dor, além de todas as sensações, além de todas as experiências.

Ok pessoal, vamos ficar por aqui? Vocês são lindos.  Nos veremos aqui no nosso próximo encontro.

Namastê!


Fala transmitida via Paltalk Senses no dia 24 de Março de 2014

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